Listen to me

domingo, 23 de agosto de 2015

******

Eu tô cercado de pensamentos confusos.
Os piores pensamentos possíveis.
E a única frase que me acalma é:
Quero que o ****** morra.
E quero que seja uma morte ruim.
Quero que ele morra hoje.
Quero que ele morra dentro de mim.
Matando ele, eu mato um pouco de mim também.
E ele morre interrompido.
Sem graça, seco, sem fim.
Morte instantânea.
Dolor.
Explode.
É câncer.
É facada.
Eu morro.
Eu quis jogar o carro contra um poste.
Eu já quis morrer.
Só não quis mais
Por medo do que podem dizer de mim.
Agora eu quero matá-lo de culpa.
Por que, enquanto escrevo isso,
Ele não morreu ainda?
Tenho muitas facas em casa.
Uma delas deve servir.
Quero sangue, quero carne.
Eu quero que ele morra.
E me deixe morrer em paz.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Segredo

O segredo era seu
                    não meu.

O segredo era imposto
O segredo era jaula
Onde eu quis me trancar com você

O segredo era ilha
                    não mar.

O segredo foi açoite
O segredo foi veneno
Tão ruim que nem a mim mesmo falei sobre ele

O segredo foi contado
                    não curado.

O segredo esfregado
O segredo tatuado
Do que eu não disse, tudo, apenas tudo foi evidente.

O segredo foi arte
                    não pacato.















O segredo era ele.