Listen to me

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Onze

Asfalto espelho
fino e molhado
em pedaços

engraçado como este ano se acaba
está em frangalhos
pedaços soltos
ele se rasteja até o fim, patético

não me pergunte nada
quero respeito
eu adoraria brigar com todos
descontar minha tristeza em palavras rudes

assim como eu posso te ignorar

e o próximo ano
ele é negro
ele é escuro
ele não tem nada de que eu possa esperar
mas ele é meu único caminho
só tenho ele pra ser quem eu quero ser

é forte
tenho que suportar

as almas suicidas se aproximam
os ídolos auto-destuídos aderem
os espíritos eutanasiados não podem opinar

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A morte é

Tudo acabou bem
pois a doença foi varrida
toda a dor eutanasiada
vivendo para frente agora.

Quando eu chego em casa...
Quando eu sinto o calor abafado...
Me lembro, não existe mais a conexão

A ausência é a morte
Eu nunca soube como é um luto

Tudo acabou bem
alguns precisam morrer
para que outros vivam melhor
estamos mais completos hoje.

Quando eu sinto sede...
Quando eu me sinto preso constrangido...
Onde estará você me refletindo?

A distância é a morte
Eu nunca soube como é um luto
A carência é a morte
O simples ato do silêncio é a morte



A morte são esperanças forçadas
por uma mente superior

A morte é a saudade
É esperar o que não pode voltar
Não hoje
Não como era
Não hoje a noite
Não como eu era

Eu nunca soube nada soube luto...