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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Roacutan

Saudade de você, Bianca
Costumávamos nos esconder sob as mesas
Dos fogos
Quando você morria em mim
Eu morria um pouco em você

Eu gosto de ficar sozinho
Mas se sentir sozinho é meu fim

E me sinto excluído de tantos clubes
Eu só queria fazer parte

Tentando viver o momento
Perco minhas expectativas
Do mesmo modo se vão meus planos
Minha vida se torna vazia
No momento só quero dormir...

Depressão na bula
Pressão no peito
Me falta o álcool no sangue

domingo, 2 de junho de 2013

Molière d'aujourd'hui

Não sei mais o que é doença, álcool ou cansaço
Tudo isso é físico
Não amo o físico
Eu sou mental, espiritual, passional
Assim devia ser a vida

Pare com seus pensamentos dualistas
Eu gosto de você, mas me entenda
Mais que isso, me respeite

Eu preciso
Eu, prático
Eu vejo
Eu sou
Essa é a questão.

Escravizaram os artistas
Pra que eles pudessem sentir
O que não sabem sentir
O que não devem também



domingo, 20 de novembro de 2011

Zé no Bar


Eu não ia sair, mas decidi por causa da mensagem. Fiquei meio louco e inquieto. Não suportaria ficar aqui estático. Claro, tinha de ir pra rua me embebedar.

Mas o bar era um saco e, como havia poucos lugares abertos, tive de suportar um lugar que tocava uma musica horrível. Pedi ao garçom para mudar, mas ele me falou que isso era algo impossível. Havia a possibilidade de beber e ignorá-la e foi o q eu fiz.

Sabe algo que não suporto também? Quando há alguém, algumas pessoas conversando alto e gargalhando em suas mesas (e certamente, sempre é, por motivos mais débeis possíveis). Eu tenho vontade de avançar na mesa e exterminá-los. Havia umas três mesas dessas ontem, cheias de babacas.

Pior foi quando eu acendi um cigarro e baforei a fumaça pelo ambiente e metade do bar olhou procurando quem era que estava cometendo aquela calamidade social. E logo me viram, claro. Agora fumar virou crime!

Eu sou um criminoso social, cheio de amor. Amor, nicotina e álcool: a tríade! Três notas musicais para a alma ensandecida.

Eu estava com vontade de ouvir Chopin, Brahms, Bach... Até o Beethoven. Mas o filha da puta dos infernos jamais tocaria isso naquele bar. Um dia vi em um filme um cara que pensava que Beethoven era aquele cão do filme. É certo que o otário lá ia pensar a mesma coisa. Chopin, ia pensar que eu estava querendo chope, e já ia dizer que não tem. Aliás, percebi que ele queria que eu fosse embora, porque até as cervejas foram baixando de categoria. Sempre que acabava uma, ele vinha me dizer que aquela era a ultima.

Já de saco cheio, falei que não importava mais me dizer qual que tinha, podia trazer qualquer uma. Uma mulher ouviu, olhou pra mim e riu. Aí eu falei: daqui a pouco ele me traz cicuta. Aí ela completou: ah, mas aposto que se tiver álcool você não vai reclamar. O que me fez rir.

Ah, Sócrates! Imagina isso que me ocorreu aqui: Sócrates e a cicuta! E agora nos tempos modernos Sócrates tá com cirrose. Até que cicuta é uma palavra que se assemelha a cirrose, quase gêmeas.

Eu estava mais solitário que a jarra do balcão do Mastercard. Essas jarras que chamam de solitárias. Vão lá e colocam uma flor, condenada a morrer sozinha como em formol.

Eu vi um casal indo embora bêbados, um segurava o outro. Achei bacana demais aquilo. E eu sabia que o mais triste é que eu ia embora sozinho.



[edit]
13 de março de 2019
José Ricardo Cunha Leal - Autor do texto e acho que nem sabe que ele existe. Sinto falta.

domingo, 11 de setembro de 2011

A Caixa d'Água e os Dois Seres

será o meu jeito de demonstrar prazer
ao encontrar quem conheço
que os cativa?

eu acho que te falei
eu quero muito que seja feliz
você sempre de um jeito fechado
ainda me disse que uma lágrima poderia cair

com toda sua recusa e negação
meus braços ainda te prendiam forte
daqui sua alma não se vai

e no meio do tumulto do seu ser
onde duas almas discutiam em voz alta
pelo poder do corpo em pleno perigo latente

eu demonstrei o meu também oculto ser
que só quer amar as pessoas
até um dia onde vá morrer

não se vá tão cedo
não se perca tão fácil
eu sinto que um dia você vai me matar
eu me vejo sendo assassinado por você
esse é o meu medo
que minha intuição sempre me mostrou
sinto sua aura negra

o amor cura, eu sei
o amor machuca, eu sinto
o amor explode, eu vejo
o amor sangra, eu sangro

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Que Morra

Que você morra
Eu tive pena
Agora tenho ódio
Que você morra

Se você viesse me pedir abrigo,
Conselho, dinheiro
Eu diria não.
Eu refletia em como ser ajuda
Mas agora espero que você tenha
O que procura

Que fique sozinho
Sem casa, sem dinheiro
Sem família, sem conhecimento
Sozinho
Melhor que fique com seus "bons amigos"
É pior que solidão eterna

Que você morra
Que o álcool fure seus olhos
Se você grita com suas origiens
Se você estapeia seu próprio sangue
Um rosto feminino
Eu quero mais é que você morra

Eu tive pena
Agora tenho ódio
Que morra, que morra

sábado, 29 de janeiro de 2011

Sarjeta

Esses becos
Sombras
Caminhos estranhos
Essa pseudo sarjeta
Que eu me coloco
Às vezes para brindar a força

Me lembram de você

Como pode
Em um lugar assim
Com tanta gente
Só posso amar uma pessoa

Seus grandes defeitos
São hoje animais ferozes
Posso tocá-los
Posso acalmá-los

Meu grande prêmio
Beijo amargo de cevada
Sarjeta preenchida
Completude unificada
Dor de cabeça, fundo do poço
Dormiremos em puro angelismo



quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Teoria: caos externo

Hoje a minha teoria do caos foi que










as pessoas buscam o caos externo para se sentirem confortáveis.
para serem quem são ou quem gostariam de ser.
e no caos ninguém presta atenção em você.

quanto mais gente estiver na festa,
quanto maior o barulho que elas fazem.

e o álcool pode nos deixar em um caos maravilhoso
mesmo você sendo a única pessoa no lugar.


meus pensamentos gritam sob minha pele
- oba! minhas teorias voltaram!

eu nunca soube ser sociável
ótimo. guardo minhas pérolas só para mim...